Entre nós dois anda o mundo, com cartas mentirosas que despencam das janelas. Não há norte nem sul, somente ventos luminosos que se armam de dor, e em seguida se desmancham.
Quando penso em seu rosto, fecho os olhos de saudade. Mas meus dedos já não podem segurar esse sonhos que invento. Como tudo sempre acaba, nosso fim chegou.
Não há mais nada, somente consentimento. Uma tempestade misteriosa sacudiu o véu em seus cabelos. Foram-se os pássaros para o céu, mas o véu adormeceu em minha mãos.
Tristes pensamentos sobem de rios submersos. Deslizam frios, entre brumas de uma esperança que ninguém viu, num coração. Sombras de incerteza e de desgraça se derramam pelo chão.
Sua canção, que vem para o mundo e retorna, não me interessa mais. Chorarei o quanto for preciso para te esquecer, no entanto, terei sempre os olhos mais tristes.
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