3 de fevereiro de 2009

Lágrimas Viajantes

Há quem diga que as lágrimas são naus de névoa perdidos numa rota secreta e bela. Flores de vidro que sucumbem ao sentir o suspiro amargo em nosso peito.
Há ainda quem diga que, a cada lágrima que damos vida, uma parte de nós evapora-se, indo repousar em um vale de profundo silêncio e esquecimento.

Agora, me pergunto, como eram as lágrimas que dediquei a você? Para onde foram esses enredos tristíssimos? Não sei. Talvez por sentir as cores dessa música que te embala escorrendo pelos meus dedos, eu prefira amar o céu do que lembrar desses pequenos universos suspensos nos seus cabelos. Talvez, por meu coração infatigável ter descoberto, ainda que inutilmente, o itinerário dessa multidão de estrelas violetas que viajavam em você, seja melhor jamais lembrar.

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